Certa vez, sai na noite de São Paulo e conheci uma mulher, digamos, curiosamente interessante.

        Acima dos 40, loira, muito atraente e com um estilo muito presente. Após meia duzia de palavras, ela me diz ser casada, e que o marido é bígamo, ou seja, além dela, tem outra mulher, a qual mora, banca e vive junto.

        Não me assustei devido as minhas tantas andanças pela vida, mas me senti curioso. Como sempre, agi como o melhor dos homens, não forcei nada, deixei falar, desabafar, tornei-me um novo confidente da “amiga”.

        O que me fez pensar, realmente, foi a tranquilidade que ela encara esse fato na vida dela, e me fez entender um pouco mais como e porque as mulheres hoje estão tão duras, tristes e buscam independência.

        Ela tem uma vida financeiramente ativa, com ótimas roupas e carros, fazendas, apartamentos e muitas viagens. Ela tenta se iludir devido as filhos, mas na verdade, ama o cidadão. Ela esta magoada e nesse estágio, ninguém, nem mesmo o mais viril dos homens, fariam ela abandonar tal conforto.

        Vejo mulheres que choram, que realmente se embriagam, se drogam, se destroem devido a se sentirem largadas, mal tratadas, usadas.

        Tenho uma teoria de criação de monstro. Consiste basicamente na mulher linda, inocente, apaixonada e virgem. Esta namorando com um cara lindo, que a cerca de carinhos e juras. Ele conquista a virgindade dela e some do mapa, alegando incompatibilidade. Ela Ficará mal, triste, e promete a si mesma que não amará nem confiará em homens.

        Aí ELA conhece um rapaz lindo, inocente, apaixonado e VIRGEM. Ela conquista a virgindade dele e some, alegando incompatibilidade. Ela criou um novo monstro. ELE Ficará mal, triste, e promete a si mesmo que não amará nem confiará em mulher alguma.

        Enfim… são 2 novos personagens da sociedade que farão tudo para não amar, não confiar e tentar sempre ter o controle da situação nas mãos.

        Claro… existem as mulheres e homens (eu) que ainda acreditam no amor. Ainda dão a cara a tapa por um novo relacionamento, se jogando sempre, e se sofrer, levantar e tentar outro relacionamento. Mas isso é assunto para outra crônica.

        Agora termino esse texto absolutamente para acessar uma nova matéria na internet: “Diário para se tornar um cafajeste.” Quem sabe ele não ensine algo que eu ainda não saiba… Difícil, mas darei o braço a torcer.

Rodrigo Bianchini