Ahhhhh, a bebida. A bebida causa efeitos no homem que até penso em não escrever essa crônica…

        Essa semana eu sai com uma “amiga”, o irmão dela e um casal conhecido meu. Na hora que entramos, encontramos diversas pessoas que conheciamos. Ok. Até aí, tudo certo, todo mundo tomando uma cervejinha tranquilamente, pois era início de balada.

        Aí passam-se as duas primeiras horas. Já começam as brincadeiras com palavrões, do tipo: ” Ae owwww viado! Passa essa porra de vodka!”.

        Após três horas, já estão quase todos os homens se abraçando, dando tapas na bunda um do outro, e alguns começam a divagar sobre sua situação atual, como esta triste, magoado, que quer que a ex se “foda”, porque o que mais quer é ser feliz. E começa a cantoria de músicas representativas:

        “Então saí por aí, bebi, chorei, na mesa de bar, me acabei, por essa bandida…” (sertaneja)

        “Deixa a mala pronta, arruma a sua roupa, pode ir embora que eu arranjo outra…” (Sertaneja também)

        “Chora me liga, implora meu beijo de novo…” (novamente, sertaneja)

        Pronto. Um já senta e deita a cabeça na mesa, alegando sono. Eis um efeito da bebida. É sonifera…

        Outro já não para de ir no banheiro, alegando o efeito diurético da cerveja.

        Outro já esta chavecando uma senhora, que todos conhecem como uma das mais bem sucedidas esteticistas da região. E enquanto isso, os que menos se embriagaram, seguem firmes no chaveco para conseguir tirar uma casquinha pós-balada, o mais conhecido “sexo oral”.

        Resumindo os efeitos da bebida: Diurética, causa náuseas, tonturas, sensações de superpoderes, alívio de dores e sensações, fortalecimento do senso crítico podendo levar ao choro, direção defensiva altamente ofensiva, sono inebriante e ao mesmo tempo, sensação de egocentrismo e o sono vai e vem, impedindo o relaxamento causado inicialmente.

        Fora a famigerada “amnésia” das situações causadas como tapa na bunda do amigo, peitinho no outro amigo, gritos de “Eu te amo, FDP”, e o vexame de querer brigar com o gordinho que sem querer esbarrou em você.

        É… fumar maconha pra que, se temos o alcool facilmente aceito e consumido pela sociedade?

        Mas, como ouvi uma vez: “Bebemos pra ficar ruim, porque se fosse pra ficar bom, bebia remédio”.

Rodrigo Bianchini