Para ser direto, usarei os termos corretos para denifir o que um homem quer de uma mulher:

        Uma puta na cama e uma dama fora dela.

       O desejo por uma ninfomaníaca, mas que na frente dos amigos e parentes, seja uma dama, educada, refinada, inteligente, dedicada e amorosa, é algo predominante na vida dos homens.

        Eu tive diversas mulheres assim. Mas não deu certo. Porque? Porque, quando achamos o que queremos, não damos valor. Aí perdemos, choramos, mas partimos pra outra. E partindo pra outra, já vamos com outros olhos para a nova situação.

        Tive uma namorada, na faixa dos 30 anos, loira, corpo lindo, tipo mignon, educada, inteligente, sensata, poetisa, de família.

        Ela é tão “bonitinha”, que até na hora de entrar no motel, ela chorou, fora que era elogiada pelas atendentes de restaurantes fastfood que iamos. Eu ficava bobo com isso e todo orgulhoso.

        Aí vem a parte oposta a dama: A cama. QUE FURACÃO! Se bobear, uma das melhores que já tive. Mas terminei. Estava cansado daquela moça muito educada e delicada, queria liberdade.

        Magoei mais um coração e segui na busca da “felicidade”. Namorei outra moça no mês seguinte. Mesma coisa, linda, dedicada, cheirosa, corpo jovial, mais nova, na faixa dos 22 anos, e na parte da “Dama” era muito bem portada, mas gostava de uma cervejinha ao meu lado somente.

        Tudo lindo. E na cama? Ó-T-I-M-A!

        Mas terminei também. Não estava contente com alguma coisa e terminei. Tivemos alguns flashback’s, que por sinal foram ótimos, mas agora que ela esta namorando e eu solteiro, depois de ter levado um pé provavelmente devido tamanha a minha sinceridade no relacionamento, lembrei delas e de tantas outras…

        Mas o que um homem quer, não é uma puta na cama e uma dama fora dela? É… mas na verdade, não sabemos o que queremos.

        Hoje vou sair… quem sabe apareça uma pessoa especial, saudável, que seja de família, que tome cervejinha só comigo, que não tenha amigas, que fique em casa enquanto eu saio pra tomar cerveja, que transe maravilhosamente bem, que me ame, que se dedique, e quando casarmos, sairá correndo todo final de expediente para ir pra casa, preparar o jantar, deixar meu wysky geladinho na mesinha ao lado de minha poltrona, irá tirar meus sapatos, massagear meus pés, servir-me o jantar, deitar comigo abraçadinha para assistir Jornal e novela e fazer aquele sexo maravilhoso.

Seria bom né?

Rodrigo Bianchini