Vou falar um pouco sobre mim. Sou um cafajeste, mas sou um cafajeste clássico, ou seja, sou o príncipe encantado que aparece, leva para ótimos lugares (não muito caros, óbvio) torna-se uma ótima companhia e no fim da noite, esta dormindo agarradinho após uma ótima transa.

        Mas também tenho a necessidade de amar. Quantas vezes eu, em atos não premeditados, me apaixonei e me doei? Tornei-me um cafajeste recluso e satisfeito, por ter amor, por amar, por ter sexo prazeroso, por ter dedicação e juras.

        Mas quantas vezes sofri por isso? O cafajeste na verdade não saber ser somente cafajeste. Ele necessita estacionar. Precisa parar seus bólido membro e dedicar a contrução de uma casa para o que move esse membro: O coração.

        Sim, o coração move o membro de um cafajeste. Ele faz que com as conquistas tornem-se simples conquistas, ou determina que com aquela pessoa você poderá seguir. O difícil é entender quando ele determina isso.

        Vou ser mais claro. Nós últimos 10 meses, namorei 5 moças. Cada uma com seu jeito, suas dores, suas mágoas e desejos. Amei a primeira. Ela havia casado, descoberto a traição e separou-se. Isso em mais ou menos 1 mês. Eu apareci, prometendo amor eterno, e ai pensei que o coração tivesse sido tocado por ela. Arrumava a casa, dava carinho, ajudava a esquecer o passado; Lavava a louça, dormia junto, comprava flores e jurava amor.

        Acabou. Motivo: Amor demais. Da minha parte. Ela esta com outro.

        Na semana seguinte, conheci outra moça. Educada, sincera, e descrente nos homens. Pensei que ali podia estabelecer uma relação fiel. Saíamos, era um cavalheiro, tinhamos ótimas sessões orais em meu carro, mas nada de cama.

        Acabou. Cansei.

        Na semana que terminei, eu estava fumando meu cigarro e ouvi uma linda mocinha falar com a amiga: “Vou virar lésbica. Não aguento mais homem.” Chamei pro meu lado, contei um pouco de minhas conquistas e a busca pelo amor perfeito. Saímos. transamos. Começamos namorar.

        Acabou. Motivo: Não sei…

        Uma semana depois, na balada, conheci outra moça. jovem, aparentemente educada, bonita, e aparentemente muito família. Joguei a isca, pesquei, beijei. Começamos a namorar. Sexo ótimo, risadas ótimas.

        Acabou. Motivo: Ela já tinha saído com o melhor amigo, e quando terminei o namoro, ela foi morar com ele.

        Aí, advinhem. Sai de novo, e conheci outra moça. Essa até o momento ainda não entendi o fim. Portanto, me privo de falar sobre. Porque com ela pensei em casar e estacionar o cafajeste.

        Enfim. O cafajeste também ama, minha gente. Ele ama tanto, que não consegue deixar de amar as mulheres. Só que o cafajeste tem uma questão: Ele ama mais as mulheres, do que a si mesmo.

        Seria tão fácil se eu estivesse comendo outra agora… mas esse cafajeste aqui também fecha pra balanço.

Rodrigo Bianchini