O esquecimento da mente humana é um fato realmente existente. Vou falar especificamente do esquecimento de relacionamentos passados.

        Alguns encaram com tanta facilidade, que nem se darão ao trabalho de refletir sobre.

        Por outro lado, alguns (como eu), só conseguem esquecer quando algo novo é proporcionado de forma repentina e direta.

        Eu lembro de muitos relacionamentos que tive, ruas que passei, móteis que fui, bares que frequentei; Musicas que ouviamos, que cantavamos; Juras que eram feitas diariamente, amor eterno sem certeza de continuidade.

        Me lembro de quando fui “noivo” de uma moça de outro estado. Conheci, conversei, voltei 15 dias depois, beijei. Mais 15 dias, voltei com as alianças e conheci os pais dela. Um mês e meio depois, havíamos marcado noivado e casamento.

        Logo depois de escolhermos a igreja, ela ligou para mim em SP e terminou tudo. Para esquece-la foi complicado. Músicas que eu ouvia e cantava pra ela, lembranças das vezes que fui pra lá, o ursinho que ela havia me dado com a fragância do perfume dela, e o pior: As dívidas das viagens que fiz para ve-la.

        Quantas vezes, leitores, quantas vezes, dormia cheirando o ursinho… lembrava dos cabelos e do rosto de uma pessoa que fez parte de minha vida por 1 mês e meio.

        Namorei logo em seguida, mas pensava na outra. Resumindo: A atual havia descoberto, e resolvi terminar o namoro. Passou. Resolvi fechar para balanço por 9 meses. Até sexo eu havia reduzido a pegada, mantendo uma média de 1 transa por mês.

        Sai. Durante o show, reparei numa “mocinha” que gritava freneticamente o nome dos cantores. Em determinada fase do show, nos aproximamos, conversei rapidamente e a beijei. Saimos de perto do palco e fomos tomar um refrigerante e bater um papo.

       Mantendo a minha média, em 7 dias eu já estava na casa dela. Transavamos freneticamente, juravamos amor, e também brigavamos por bobeiras. Acabou.

        Na semana seguinte eu ter terminado, já estava com outra pessoa. De novo.

        Isso mostra que o esquecimento faz parte da vida. Eu me lembro de muito que passei, vivi, me entreguei, tanto que sofri e entre tantas outras palavras que representam a situação citada.

        No momento, vivo a esperança do retorno de mais um namoro. Não a esqueci.

        Quem sabe, se eu sair hoje, e conheça alguma mulher na mesma situação, eu não esqueça o passado de novo e comece mais uma experiência?

        Como diria uma antiga música: “Se você esta aí sozinha em plena madrugada, por conincidência eu também gostei da pessoa errada…”

        E vamo que vamo.

Rodrigo Bianchini