Normalmente falamos que “A primeira impressão é a que fica”. Atualmente, penso muito nisso quando conheço uma nova pessoa, tanto amigo, como “amiga”.

        A verdade é que hoje, as pessoas desconfiam tanto da própria sombra, que não conseguem acreditar nas palavras que outra pessoa diz.

        Em uma das tantas baladinhas que frequentei/ frequento, conheci muitas pessoas. E SEMPRE busquei ser sincero. As vezes, me sinto até “agredido”, porque olhares e risadas desconfiadas me deixam puto, e as vezes, desistia do bom papo e partia para outra.

        Mas na verdade, eu também ajo assim. Também dou risadas desconfiadas. Isso é uma “defesa” que se cria com as situações que vivemos. Falando de pessoas como eu, posso dizer que vivemos tão intensamente, que mesmo desconfiando, arriscamos em confiar.

        Amizades interesseiras, transas usuais, agressões verbais… tudo isso é o que muito de nós vivemos.

        Vivemos tanto querendo “nos” defender, que as vezes esquecemos que devemos abrir um pouco as vezes esses portões de proteção. Mas não abrir para que quem quiser entre, mas abrir até a segunda barreira de proteção.

        Com certeza, nesse percurso de uma barreira para outra, você já tem um senso comum sobre a “primeira impressão”.

        Eu sou mais crítico. Tento abrir as vezes o portão, mas mesmo assim, busco conhecer a pessoa ANTES de chegar na segunda barreira. É mais fácil.

        Assim, ninguém se machuca.

Rodrigo Bianchini