Dizem que para um filósofo ter inspiração para escrever, deve-se estar triste, depressivo. Vou aproveitar que hoje estou triste, e escrever.

        Logo pela manhã, fui no casamento de um amigo, que namora a mais de 4 anos, e estava disposto a juntar os panos.

        O legal deles, é que os considero um casal exemplo, pelo menos do que eu conheço. Um namoro parceiro, presente, com amizade, compreensão…

        Cheguei na cerimônia, e comecei a lembrar de minha última ex-namorada. Segurei as lágrimas. Procurei conter meus pensamentos, que foram meros devaneios do que poderia ter sido meu antigo namoro, que terminou sem justificativa aparente, com lágrimas minhas e dela, e com dizeres de “eu te amo” de ambas as partes.

        O casamento é algo bonito, lindo e algo do sonho de muita gente. Quem não pensa em casar, custear aquela mega festa pós-cerimônia, com valsa e com a passada da gravata, pegando um cash dos convidados?

        Eu fui noivo 4 vezes. Pelo menos 2 que noivei, já se casaram. Eu sou uma pessoa que ainda acredita no amor, mas hoje, doeu ao sentir rapidamente, que talvez o amor entre duas pessoas não seja para todos.

        Eu rio sobre isso enquanto choro. O amor é para todos. Sei que não devo, nem preciso chorar, porque eu terminei 90% dos namoros e não segui na intenção do casamento.

        Eu ainda quero casar. Quero poder um dia entregar meu amor a uma única mulher. E quem sabe… ser fiel.

        Os cafajestes também choram. E querem casar… E sou fiel.

        Acho que vou sair a noite e arrumar uma noiva por uma noite… pelo menos fico mais relaxado. E esqueço essa de “casamento”.

Rodrigo Bianchini

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