Vamos falar de grana…

        Realmente, quando pensamos em “ser felizes”, logo pensamos em mais dinheiro, certo? Não adianta discordar disso, pois dinheiro não traz felicidade… ela manda comprar.

        Mas falando mais na realidade, o dinheiro não é tudo, e muitas vezes, torna o individuo dependente dessa situação.

        Um exemplo que ocorreu comigo, mostra realmente como o ser humano que possui muito (mas muit0) mais que um cidadão de classe média baixa, as vezes, na primeira impressão, só pensa em dinheiro.

        Sai com uma amiga, e fui conhecer seu círculo de amizades, como diz ela, “com muita grana”.

        Os papos não fluem… quer dizer… fluem… fluem ralo abaixo… bebidas, bebidas, lembranças de bebedeiras, bebidas, dinheiro, palavrões… isso que vivenciei. Se estou errado, me perdoem, mas foi o que vi.

        Até mesmo ao ouvir lamentos de um certo figurão… que visivelmente ostenta seu dinheiro, carros e baladas caríssimas, até o momento que ouvi: “Você não falou nada…”

        O que vou falar? Sou uma pessoa que, mesmo buscando ser muito rico, quero ser rico batalhando dia após dia, assim como ele deve ter feito. Mas não pude citar certos barzinhos que frequento, porque o preconceito logo se impoe, com comparações mundanas e as vezes, certas e erradas.

        Eu não consegui entender, como pessoas com pouca grana, tem esse tipo de contato, e acabam, indiretamente, ostentando mais a “imagem” do que a si próprio.

        Hoje, em um churrasquinho com 2 amigos, vendo o jogo e tomando uma cervejinha gelada, comprada no posto de gasolina, entramos num consenso em afirmar: O rico torna-se infeliz. O pobre, tá pouco se fodendo e esta no boteco na ponta da quebrada, tomando um goró e falando o que quer.

        Eu gosto de coisas requintadas, adoro vinhos, fundue, ótimas músicas como phil collins, eric clapton, simply red… mas também adoro aquele sertanejão rolando solto e uma cervejinha gelada.

        Tudo na vida tem momentos. E o momento de tentar entender a alta sociedade é agora. E isso me remete a pensar mais amplamente. me faz lembrar de estudos sobre stress e suicidios, que são muito mais frequentes entre pessoas ricas do que em relação a classe média baixa; Me faz lembrar dos “playboys” que fumam sua maconha, que é paga pelos próprios pais, com a desculpa de “evitar que ele roube”; Das tantas baladas com camarotes, que mesmo com boas pessoas, sempre tem seus pretensos “donos”, com diversas mulheres em volta… em volta devido a algo que não é atração física, mas sim financeira e de status.

        É… como eu disse: “Eu vou ser tão rico quando muitos, mas não quero ser mala…” risos…

        Claro que vale lembrar que também existem pessoas boas, humildes e que falam sobre muitas coisas na alta sociedade. Não generalizo.

        Pense nisso… como a vida se divide a toa… ricos, pobres, gordos, magros… tímidos, alegres… verdadeiros, mentirosos…

        Opa! Acabei de lembrar! A cerveja esta no congelador da velha geladeira no quarto do fundo… sabe como é… geladeira velha gela melhor que as novas… vai que deixa a “breja” choca…

Rodrigo Bianchini.