Um casal realmente deve ser um casal, ou seja, serem parceiros, serem unidos, yin e yang, ou seja, um principio de dualidade.

        Mas as vezes, somos solitários sozinhos. E ser sozinho é algo presente e persistente em minha vida.

        Sou uma pessoas temente à Deus, e busco sempre entender a filosofia de vida humana, incluindo a psique que nos impele a cometer atos pensados e impensados. Agora, como ser tristemente solitário em uma situação de yin e yang?

        Remoendo tristezas e insatisfações consigo mesmo em determinado tempo do dia.

        Esse ato de remoer suas próprias magoas, é um ato que nunca conseguimos fazer. Como diz meu amigo, Baiano José: “- A maior dificuldade em se olhar para dentro, é encarar seus maiores medos!”.

        O medo de encarar a si próprio e compreender seus erros, falhas e pequenos acertos, dói. Dói tanto que nunca encaramos. E quando encaramos, fazemos de conta que é algo de senso comum, que todos sofrem e devemos aceitar a vida como ela nos é imposta.

        Quando espiritas dizem algo sobre o “carma”, raramente especificam sobre, dizendo que pagamos por erros passados. Muitos sabem que sou Umbandista, e acredito nesse sentido de carma, porém, entendo, após muito tempo de meditação e compreensão, que a nova vida (reencarnação), nada mais é que uma nova vivência com experiências anteriores, as quais não lembraremos, mas nos impulsionam a seguir no crescimento carnal e espiritual. Nova vida é uma nova experiência. E a cada nova experiência, aprendemos mais sobre o que é Deus. Vivemos o que queremos viver, sofremos o que queremos sofrer, dormimos com alguém muitas vezes sem querer, estamos com alguém por amor, aceitamos a vida por dor, crescemos por obrigação.

        Se pudessemos ser crianças eternamente… seriamos inocentes, viveriamos comendo doces e milhares de garrafas de guaraná, sonhariamos em conhecer o Willy Wonka da Fantastica Fábrica de Chocolate… não sentiriamos nunca a necessidade de sentir a pele de alguém do sexo oposto, não nos viciariamos nos vícios que o mundo oferece, não esqueceriamos das belezas que Deus nos proporciona… e sim, necessitariamos de amor, de um abraço, de um pai, de uma mãe… de um irmão! Conversaríamos com nossos amigos imaginarios e voariamos igual um pássaro… Como crianças, seriamos imortais. Imortais do Reino Divino, do Reino de Deus.

        Ah… ser criança… acho que muitos nunca apreciarão essa crônica, mas, a quem realmente interessa ultrapassar a barreira da tristeza solitária em um casal, como eu, assumir que seria mais fácil ser criança do que ser adulto, cheio de erros e frustações humanas… essa psique humana, acho que nem Froid explica.

Rodrigo Bianchini